domingo, 15 de maio de 2011

Dia do Enfermeiro

2 de Maio é o Dia Mundial do Enfermeiro. A data foi escolhida em homenagem a Florence Nightingale, considerada a fundadora da enfermagem moderna.Vamos saber mais sobre o assunto, conhecer a Oração do Enfermeiro, os símbolos e o Hino da Enfermagem.

Florence Nightingale nasceu em 12 de maio de 1820 e na guerra da Criméia (1854-1856), trabalhou como enfermeira em Scutari, Turquia. Por esse seu trabalho de assistência aos doentes e pela organização da infra-estrutura hospitalar tornou-se conhecida. Em 1860, fundou a primeira escola de enfermagem do mundo.


Homenagem ao Enfermeiro



Tudo começou com Hipócrates numa época milenar
Que tirou das mãos dos deuses a arte de curar
E passou às mãos dos homens o que aos médicos é peculiar
Desde então a medicina só veio a prosperar

Porque na estrofe acima estou falando da medicina...
Porque é uma forma de chegar à enfermagem que a tantos fascinam
Pois a enfermagem é a reta guarda da medicina que está sempre a renovar
E até a serpente do Símbolo de Asclépio no símbolo da enfermagem também está

Todas as profissões são úteis, mas falarei duma com distinção...
É a do enfermeiro que tanto ajuda o doente na recuperação
Embora muitas vezes obtenham pequena remuneração
Mas nem por isso eles deixam de trabalhar com dedicação

Nem sempre seu esforço é compreendido
Neste mundo de desamor de pouco afeto e corrompido
Mas o enfermeiro trabalha desinibido
Para os maldizentes ele fecha o ouvido

Porque será que o doente só guarda o nome do médico que dele tratou?
Mas do enfermeiro que o tempo todo dele cuidou e zelou...
E que várias vezes nas madrugadas estavam ao lado do seu leito de dor
O doente esquece, e só lembra do médico doutor...

Estes enfermeiros guerreiros tanto os graduados nas faculdades
Como os técnicos que não prosseguiram o estudo devido suas necessidades...
E os auxiliares que às vezes trabalham com tanta humildade
Com suas vestes brancas representam o anjo da felicidade

Esta profissão está em constante evolução...
Teve a fase empírica onde foi triste a situação
Mas Deus permitiu que viesse ao mundo uma Senhora de bom coração...
Foi Florence Nightingale que na guerra da Criméia deu grande contribuição

Depois veio a idade de Florence ou "Dama da Lâmpada"
Que com seu sacrifício e renúncia fez a enfermagem subir a rampa
Com o douto conhecimento de Florence veio a terceira etapa da enfermagem
A profissão foi reconhecida graça a sua luta e coragem
Este simples poeta roga aos governos e população melhor atitude
Pela valorização da Enfermagem como profissão multidisciplinar de saúde
Para que breve o enfermeiro com toda plenitude...
Possa exercer este sacerdócio com mais amor e muita virtude...

Valerianols@globo.com   www.albumdepoeta.com               

ENFERMAGEM - O PODER DO CUIDADO

Várias áreas do conhecimento têm tentado  clarear o significado do conceito de poder, o que tem resultado em uma profusão de definições, por vezes conflitantes, nenhuma delas totalmente exaustiva. A confusão em torno de seu significado é agravada pela conotação negativa, de influência coercitiva, que o termo costuma evocar, ao invés de se vincular a uma qualidade que permite ou facilita o alcance ou realização de algo.
A literatura da Enfermagem também o discute, quase sempre focalizando a falta de poder, ou a inabilidade da profissão para usar o poder, seja o que tem ou o que poderia ter.
Costuma-se, ainda, inter-relacionar o conceito com profissionalismo, por se acreditar que o poder reside no conhecimento e  expertise relacionados com os domínios técnico, científico e interpessoal da prática profissional. Nessa acepção, ter poder permite que os profissionais da Enfermagem orientem sua prática e atuem  de modo autônomo. Assim, aqueles que reconhecem e usam esse poder estão mais aptos a atingir metas pessoais e profissionais e a contribuir para que a profissão cumpra seus objetivos de servir à sociedade, além de promover a prática, o ensino e a pesquisa da área. Quando o poder não está presente ou não é utilizado, a decisão sobre o que É a Enfermagem e sobre o que os profissionais da área fazem ou deixam de fazer é tomada por outros, em geral externos à profissão.
Inegavelmente, há poder envolvido na prática da Enfermagem e na relação terapêutica que se estabelece entre os profissionais da  área e a clientela. Existem pelo menos três dimensões de  poder que os profissionais precisam ser  capazes de desenvolver,  de  modo  a contribuir para a qualidade do cuidado: poder sobre o conteúdo, sobre o contexto e sobre a competência da prática da Enfermagem.
Quanto ao conteúdo, o poder sobre ele é um atributo que  se deve cultivar, se a meta é um exercício autônomo, pois é por meio dele (do conteúdo) que se eleva o  status profissional; se define a área  de domínio; e se alcança e mantém a autonomia profissional, entendida como “a liberdade de agir sobre o que se sabe” e considerada um elemento-chave na formação dos profissionais da Enfermagem.
Entretanto, dominar o conteúdo pode  não ser suficiente para garantir  poder aos profissionais da Enfermagem. Outra dimensão de  poder está relacionada ao  contexto da prática, uma vez que os resultados obtidos parecem ser melhores quando os profissionais da Enfermagem se sentem  empoderados, isto é, quando se percebem significativamente envolvidos e participantes na tomada de decisões das instituições em que atuam.
Finalmente, há que se levar em conta a  competência da prática da Enfermagem, considerada precursora tanto da autonomia, quanto do  poder profissional, e que advêm do desenvolvimento do conhecimento da área, da experiência (perícia) e da formação e educação permanente.
O  poder  associado ao processo de cuidar da Enfermagem é indiscutível, pois está no cerne da profissão. Os pacientes  são parte essencial desse tipo de  poder. Sem pessoas que necessitam de cuidado à saúde, os profissionais da Enfermagem não teriam qualquer poder, pois ele só existe na interdependência e inter-relação profissional / paciente. Os profissionais da área devem compartilhar esse poder no processo de empoderamento das pessoas, não para dominá-las, coagi-las ou controlá-las. Deve-se, no entanto, compreender que o relacionamento profissional da Enfermagem / clientela é altamente contextual. No processo de empoderamento dos pacientes,  os profissionais da Enfermagem algumas vezes margeiam a
dominação / coerção / controle. Patricia Benner afirma que se percebe a diferença entre essas situações quando se compreende que o processo de cuidar é contextual, específico e individual.
Parte da dificuldade que os profissionais da Enfermagem têm em se considerar empoderados pode ser atribuída a uma possível compreensão incompleta ou desvirtuada sobre o poder que lhe é conferido pelas normas legais que regulamentam a profissão, assim como à inabilidade para entender as qualidades e dimensões do  poder associado ao cuidado da Enfermagem.
Assim, precisamos refletir sobre o significado e a importância do poder em nossas vidas profissionais, e desenvolver a competência técnica, científica,  interpessoal e ético-política necessária à prática da Enfermagem, em nosso próprio benefício, dos nossos pares e, muito especialmente, das pessoas de quem cuidamos.
É o que a Associação Brasileira de Enfermagem propõe como tema para discussão durante a 71ª Semana Brasileira de Enfermagem, a ser comemorada em 2010.

Referências
1. Ponte PR, Glazer G, Dann E, McCollum K, Gross A, Tyrrell R et al. The power of professional nursing practice – an essential element of patient and family centered care. OJIN: The Online Journal of Issues in Nursing. 2007; 12(1): Manuscript 3. Available: www.nursingworld.org/MainMenuCategories/ANAMarketplace/ANAPeriodicals/OJIN/TableofC
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2. Beall F. Overview and Summary: Power to influence patient care: who holds the keys? OJIN: The Online Journal of Issues in Nursing. 2007; 12(1): Overview and Summary. Available: www.nursingworld.org/MainMenuCategories/ANAMarketplace/ANAPeriodicals/OJIN/TableofC
ontents/Volume122007/No1Jan07/tpc32ntr16088.aspx.
3. Manojlovich M. Power and empowerment in nursing: looking backward to inform the future. OJIN: The Online Journal of Issues in Nursing. 2007; 12(1): Manuscript 1. Available:  www.nursingworld.org/MainMenuCategories/ANAMarketplace/ANAPeriodicals/OJIN/TableofC
ontents/Volume122007/No1Jan07/LookingBackwardtoInformtheFuture.aspx
4. Benner P. From novice to expert: Excellence and power in clinical nursing practice. Menlo Park, CA: Addison-Wesley Publishing Company, 1984
Outras referências: 
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Associação Brasileira de Enfermagem. 60º Congresso Brasileiro de Enfermagem - Espaços de cuidado, espaços de poder: Enfermagem e cidadania. Documento Final. Disponível em: http://www.abennacional.org.br/download/documentofinal60CBEn.pdf
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domingo, 24 de abril de 2011

IMPORTANTE!!!!!!!!!!!!!!

Gasoimetria Arterial

Gasometria Arterial

A gasometria arterial é um exame invasivo que mede as concentrações de oxigênio, a ventilação e o
estado ácido-básico. Tipicamente, os valores gasométricos são obtidos quando o quadro clínico do paciente
sugere uma anormalidade na oxigenação, na ventilação e no estado ácido-básico. Os níveis dos gases arteriais
também são obtidos para avaliar alterações na terapia que podem afetar a oxigenação, tal como a mudança na
concentração de oxigênio inspirado (FiO2), níveis aplicados de pressão expiratória final positiva (PEEP),
pressão das vias aéreas, ventilação (mudança de freqüência da respiração, alterações do volume corrente) ou
equilíbrio ácido-básico (administração de bicarbonato de sódio ou terapia com acetazolamida).
Normalmente, essa amostra é coletada na artéria radial, perto do punho, mas também poderá ser
coletada pela artéria braquial ou femoral. Através da amostra de sangue arterial, o laboratório pode determinar
as concentrações de oxigênio e de dióxido de carbono, assim como a acidez do sangue, que não pode ser
mensurada em uma amostra de sangue venoso.
Valores Normais de uma Gasometria Arterial são:
pH 7,35 a 7,45
PO2 80 a 100 mmHg
PCO2 35 a 45 mmHg
BE -2 a +2
HCO3 22 a 28 mEq/L
SatO2 >95%
• pH => Avaliar o pH para determinar se está presente uma acidose ou uma alcalose.
Um pH normal não indica necessariamente a ausência de um distúrbio ácido-básico, dependendo do
grau de compensação.
O desequilíbrio ácido-básico é atribuído a distúrbios ou do sistema respiratório (PaCO2) ou
metabólico.
• PaO2 => A PaO2 exprime a eficácia das trocas de oxigênio entre os alvéolos e os capilares
pulmonares, e depende diretamente da pressão parcial de oxigênio no alvéolo, da capacidade de
difusão pulmonar desse gás, da existência de Shunt anatômicos e da reação ventilação / perfusão
pulmonar. Alterações desses fatores constituem causas de variações de PaO2.
• PaCO2 => A pressão parcial de CO2 do sangue arterial exprime a eficácia da ventilação alveolar,
sendo praticamente a mesma do CO2 alveolar, dada a grande difusibilidade deste gás.
Seus valores normais oscilam entre 35 a 45 mmHg.
Se a PaCO2 estiver menor que 35 mmHg, o paciente está hiperventilando, e se o pH estiver maior
que 7,45, ele está em Alcalose Respiratória.
Se a PCO2 estiver maior que 45 mmHg, o paciente está hipoventilando, e se o pH estiver menor que
7,35, ele está em Acidose Respiratória.
• HCO3- => As alterações na concentração de bicarbonato no plasma podem desencadear
desequilíbrios ácido-básicos por distúrbios metabólicos.
Se o HCO3- estiver maior que 28 mEq/L com desvio do pH > 7,45, o paciente está em Alcalose
Metabólica.
Se o HCO3- estiver menor que 22 mEq/L com desvio do pH < 7,35, o paciente está em Acidose
Metabólica.

Sertão PB: Casa de Lázaro Santa Luzia PB

Sertão PB: Casa de Lázaro Santa Luzia PB